Por que Geneplus?

Conheça as quatro maiores forças do programa

Veja nas vozes de profissionais da Embrapa e do próprio Geneplus quais são os principais diferenciais do programa.

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1. Relacionamento com produtores

A mais avançada tecnologia e o mais profundo conhecimento precisam de um solo fértil para alcançarem todo seu potencial. É por isso que o Geneplus acredita que o excelente relacionamento e a constante troca de informações com produtores é essencial para uma iniciativa de melhoramento genético.

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“Grande parte do sucesso do Geneplus deve-se ao fato de se tratar de um programa no qual as pessoas, incluindo os produtores, estão no centro do processo e participam das decisões”, afirma Kepler Euclides Filho, pesquisador da Embrapa. “A interação constante com o produtor é fundamental”, afirma ele. Essa forte interação e o bom relacionamento acontecem não só pela troca de experiências mas pela constante presença e orientação que os técnicos oferecem no campo. “Uma das grandes forças do programa Geneplus é o relacionamento que os técnicos têm com os produtores associados”, afirma Leonardo Nieto, que está sempre visitando as fazendas. Andrea Gondo, da Embrapa, complementa: “O programa é totalmente acessível aos produtores que queiram se aprofundar em melhoramento genético. O time está à disposição para atendimento e todo ano promove um curso com várias palestras que credenciam, reciclam e agregam”.

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Fernando Cardoso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, frisa a importância de o programa buscar também a capacitação dos produtores. “A capacitação de técnicos e produtores somada à troca de experiências e o efetivo uso das informações são grandes diferenciais”, afirma. Para Kepler, a relação com criadores tem papel fundamental. “Os produtores sentem-se parte integrante e co-autores do programa e isto faz toda a diferença”, explica.

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2. Visão pragmática

O Geneplus é formado por um time de profissionais que se complementam. “Não se trata apenas de teóricos enclausurados em seus laboratórios”, afirma Luiz Otávio. Antônio Rosa, também pesquisador da Embrapa, concorda. “Nosso programa tem um forte vínculo com o sistema de produção”, afirma ele. O Geneplus sabe que genética é um dos fatores que melhoram um rebanho, mas entende que gestão, nutrição, reprodução, sanidade, práticas de manejo e meio ambiente são componentes que complementam essa melhora. “Diria que é uma genética com pé no chão. A Embrapa tem seu próprio rebanho com o qual pode validar as tecnologias a serem aplicadas. Sabemos o que acontece na vida real”, afirma Antônio Rosa.

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Para Paulo Nobre, do Geneplus, a visão prática é essencial e permite a melhor implantação do programa junto com os criadores. “Somos capazes de definir uma proposta de trabalho real, em função da infra estrutura de cada fazenda”, explica. “E estabelecemos o programa na fazenda, com treinamento para coleta de dados”, completa.

Para Gilberto Menezes, pesquisador da Embrapa, a capacidade do Geneplus de entender a realidade dos produtores é uma das grandes forças do programa. “Respeitamos particularidades e buscamos construir em conjunto a melhor forma de trabalho. Isto é muito importante dada a grande heterogeneidade dos criadores brasileiros em relação a objetivos, capacidade de investimento, cultura”, destaca Gilberto.

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3. Qualidade técnica

O Geneplus foi concebido e implementado por grandes especialistas em melhoramento genético no Brasil. “O programa vai além de um simples serviço de avaliação e vem mudando de fato o perfil genético dos rebanhos assistidos. A tecnologia e conhecimento da equipe da Embrapa são fundamentais para isso”, afirma Fernando Cardoso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul.

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O Geneplus conta com pesquisadores doutores supervisionando uma equipe de técnicos de campo de alta qualidade na grande maioria formada por ex-estagiários de graduação da Embrapa ou orientados de mestrado de pesquisadores da equipe. “A qualidade técnica do time é um ponto muito forte”, afirma Gilberto Menezes. “E o programa ainda conta com a parceria de pesquisadores e professores de importantes instituições de ensino e pesquisa do Brasil”, complementa. Para Kepler, é importante lembrar que tudo isto seria de pequena importância se resultados palpáveis não fossem observados na prática. “É aqui que o programa conquista e mantém adeptos. O progresso obtido é detectado e compreendido pelos participantes”, afirma.

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4. Reputação

A parceria com a Embrapa contribuiu muito para solidificação da imagem do Geneplus. Mas para Gilberto Menezes, isso se deve também à conduta da equipe Geneplus ao longo dos anos. “Os criadores sabem que se trata de um programa sério, idôneo, com pouco viés comercial e tecnicamente muito robusto”, diz ele. “A seriedade e idoneidade atribuídas ao Geneplus, faz com que haja maior confiança nas propostas a serem implementadas”, completa.

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Primeiros passos da tecnologia Geneplus

Como surgiu um dos principais programas de melhoramento genético de gado de corte do Brasil

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Há 20 anos uma reunião em Petrópolis, no Rio de Janeiro, marcava o primeiro encontro do time que pretendia desenvolver um trabalho focado em melhoramento genético para rebanhos de corte no Brasil. “O Geneplus tem para nós um significado maior, que extrapola seu aspecto profissional”, conta Kepler Euclides Filho. “Eu diria que representa um canal que possibilitou a manifestação de nossa ânsia em colocar à disposição dos produtores um instrumento que pudesse ajudá-los na condução de uma pecuária com base em ciência e tecnologia”, completa. Para transformar esse desejo em prática, um time multidisciplinar, com competências complementares, participou de uma imersão de alguns dias para desenhar os pilares e o plano de metas do novo programa.

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Um importante passo era o desenvolvimento de uma plataforma para a coleta de dados dos animais. “Precisávamos desenvolver um ambiente para apresentar aos futuros clientes como forma de estruturar a adesão”, conta Paulo Nobre, um dos fundadores do projeto. Para isso foi convidado Roberto Salgado, profissional carioca com ampla experiência em desenvolvimento de soluções tecnológicas. “Em pouco tempo percebi que seria uma ótima oportunidade de ajudar a dar vida a uma ideia audaciosa e muito interessante, ao lado de uma equipe de peso na área de melhoramento”, conta Roberto. “Minha missão era definir e implementar um sistema informatizado para cadastro e controle das informações dos rebanhos que fariam parte do programa”, completa.

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Em janeiro de 1995, o grupo inicial se reuniu novamente para implementar a estrutura da plataforma. “Eu e o Roberto Salgado nos dedicamos ao projeto em tempo integral”, conta Paulo Nobre. Foi uma fase de trabalho intenso para tirar o projeto do campo das ideias, como explica Roberto: “Precisei antes de tudo entender um pouco da sistemática de criação de gado para depois para transformar as ideias em uma estrutura simples e fácil de operar, com possibilidade de ser implementada até mesmo em fazendas com quase nenhuma estrutura de informática. Naquela época os computadores não eram tão complexos e bem mais caros que atualmente”, conta ele. O Sistema Geneplus GC tinha o objetivo de oferecer um ambiente para coleta de dados nas fazendas assessoradas.

Paulo Nobre, do Geneplus

Paulo Nobre, do Geneplus

Em 1996 foi criada uma empresa jurídica para o Programa Embrapa de Melhoramento de Gado de Corte – Geneplus. A Embrapa era co-autora da Tecnologia e, portanto, detentora direitos autorais e arrecadação dos produtos desenvolvidos. “O primeiro sistema foi implantado na Fazenda Bodoquena, em Miranda, no Mato Grosso do Sul”, relembra Luiz Otávio, pesquisador da Embrapa.

Teve início então a fase de ajustes. “Trabalhamos até que a versão final contemplasse todas as informações necessárias para elaboração dos relatórios que serviriam de suporte para as ações de melhoramento dos rebanhos”, diz Roberto Salgado, que contou com a ajuda de Andrea Gondo, na época bolsista do CNPq, orientada por Luiz Otávio. “Minha principal tarefa naquela época era a manutenção do banco de dados do Programa de Avaliação de Touros Jovens. Comecei também a acompanhar os trabalhos do Roberto Salgado na criação da plataforma Geneplus”, conta Andrea.“Tenho orgulho de ter ajudado a desenvolver uma estrutura de retorno das avaliações genéticas na qual as sugestões de melhorias dos clientes são muito importantes e são implementadas sempre que possível”, completa ela.

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O  retorno de resultados das avaliações genéticas para os clientes se dá de forma personalizada, recebendo cada um deles uma cópia com os resultados do seu rebanho em particular. Para Antonio Rosa, pesquisador da Embrapa, esse retorno é um importante diferencial do Geneplus hoje: “A solução proporciona ao criador diversas alternativas para buscar informações. Os dados são disponibilizados em formas de sumários, com ferramentas de buscas e filtros muito bem pensados”, explica. “Hoje estamos desenvolvendo o Sistema Geneplus Online para acesso mediante um login e uma senha para qualquer ambiente”, conta Paulo Nobre.

A formação de ponta do time Geneplus em genética, aliada a um ambiente customizado, desenvolvido em cima das necessidades do programa e com evolução a partir de feedback constante dos clientes fazem com que criadores tenham acesso ao conhecimento do mais alto nível sobre melhoramento genético animal.

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O embrião do melhoramento genético no Brasil

Conheça melhor a primeira iniciativa de pesquisa em genética de gado de corte da Embrapa

Criada em Campo Grande em 1977, a unidade da Embrapa Gado de Corte tem a missão de viabilizar soluções sustentáveis para a cadeia produtiva da pecuária de corte no país. Com esse foco de trabalho, seus profissionais vêm desenvolvendo ao longo dos anos diversas iniciativas de pesquisa – uma delas tem especial relevância para os avanços de melhoramento genético do país e programas como o Geneplus.

Em 1978, o pesquisador Antônio Rosa do Nascimento trabalhou no primeiro projeto de pesquisa de parâmetros genéticos da Embrapa. “Naquela época como ainda não tínhamos rebanho próprio da Embrapa, fomos procurar rebanhos filiados da ABCZ em Mato Grosso do Sul”, relembra Antônio Rosa. Estava criado o primeiro convênio técnico científico que buscava analisar dados genéticos dos criadores. “Era inicialmente uma ação puramente de pesquisa”, complementa Antônio Rosa. “A Embrapa contribuía com a disponibilização de pesquisadores e a ABCZ com a coleta de dados. Fazíamos avaliação dos dados e retornávamos para os criadores com o ranking dos animais”, explica.

No início da década de 80, Luiz Otávio e Paulo Nobre também passaram a fazer parte do time de pesquisa da Embrapa Gado de Corte.“Conversando com Luiz Otávio percebemos que havia a urgente necessidade de tornar o programa uma iniciativa nacional”, explica Antônio Rosa. O projeto ganhou novas dimensões, saindo do âmbito regional e conquistando alcance em todo país.

“O produto imediato da parceria Embrapa ABCZ foi a publicação do primeiro resultado nacional de avaliação genética de touros. A diretoria da Embrapa na época apoiou o projeto designando um time de processamento de dados para integrar a equipe, liderado por Hércules Prado” relembra Luiz Otávio. O trabalho dessa equipe teve como resultado o SISZEBU, sistema que era o primeiro embrião Geneplus, fornecendo resultados personalizados a cada um dos rebanhos integrantes da parceria Embrapa ABCZ.

“Embora simples, essa inciativa de geração de relatórios e avaliação genética de rebanhos específicos fornecia um importante apoio aos criadores”, afirma Paulo Nobre. Com o desenvolvimento de novos sistemas de modelagens, começou o trabalho para lançar um Sumário de Touros em raças Zebuínas. O projeto foi então reconhecido oficialmente pelo Ministério da Agricultura como gestor dessa base de dados e passou a produzir os Sumários Nacionais de Touros das Raças Zebuínas.

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Um desenvolvimento natural do projeto era tornar mais completa a avaliação do rebanho, incluindo não apenas touros como também matrizes. “Mas os criadores não estavam preparados. Podemos dizer que ainda estavam ‘ruminando’ os resultados do Sumário de Touros e não tinham foco nas matrizes”, explica Antônio Rosa.

Para Paulo Nobre, a ação poderia ter ainda mais impacto se evoluísse para uma outra forma de atuação. “Já naquela época eu sabia que alguns atendimentos particulares estavam sendo feitos a criadores como uma forma de assessoria e não puramente pesquisa. Isso começou a me estimular a ter de fato uma empresa de assessoria que atendesse todas as áreas de produção de gado de corte. Seria formada por um grupo com diferentes especialidades”.

No início dos anos 90 as avaliações genéticas já eram muito bem aceitas pelos criadores e a demanda por um serviço e não apenas por pesquisa era crescente. “Em 1994, quando já não estava mais na Embrapa há algum tempo, procurei o Dr Luiz Otávio, que atuava como pesquisador daquela unidade há vários anos, para dizer que estava pronto para criarmos juntos uma empresa”, conta Paulo Nobre. “Iniciamos a nossa proposta de trabalho e logo vimos que seria imprescindível desenvolver uma plataforma de coleta de dados para apresentar aos nossos futuros clientes como forma de estimular a adesão”, completa. Após um extenso trabalho, dois anos depois o Geneplus seria lançado.

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“Temos orgulho de dizer que com o início de trabalho de avaliação genética deixamos nossa contribuição para que o Brasil saísse de uma condição dependência (até mesmo para consumo interno de carne) para se tornar um dos maiores produtores mundiais. O melhoramento genético, ao lado da evolução em nutrição e manejo reprodutivo, foi muito importante para essa conquista”, afirma Antônio Rosa. “Hoje não existe uma central de inseminação que não use resultados genéticos e nem um criador que não publique seus dados de avaliação ao promover um leilão”, comemora.

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